Não tema. Não prenda o choro... Não se faça de forte. Simplesmente, chore... Permita-se... Deixe a sua alma arrancar, lá de dentro, lá do fundo, o que lhe causa dor. Não evite uma lágrima, ao contrário. Valha-se delas, nunca as contenha, apenas sinta... Não as ampare, não as reprima. Deixe-as cair e carregar o seu pranto. E sua face, antes aflita e entristecida, depois de regada pela pureza de cada lágrima, sentirá - depois do choro - o alento daqueles que se refazem depois da tempestade. Porque chorar é permitir que a sua alma lave as suas dores... E, se elas não forem embora, apesar do estrago feito, ao menos já não pesarão tanto assim!...
Mara Melinni








