Algum tempo já passou... Quase um ano, na verdade. Mas, embora ela tivesse insistido em preencher sua vida com as mais diversas ocupações, não conseguia se esconder do sentimento que permanecia em estado de ebulição dentro do seu corpo. Mergulhou no trabalho, retomou a academia, curso de inglês, saía todo fim de semana com os amigos, viajava. Usou todas as armas de que dispunha. E as lembranças, embora desaparecessem por alguns dias, logo retornavam como uma chuva inesperada... Às vezes, forte e duradoura. Afinal de contas, fizeram planos. Criaram, durante aqueles cinco anos juntos, uma certa resistência a passarem, um dia que fosse, separados. Era tudo tão bonito, havia harmonia na convivência e uma admiração recíproca. As brigas não ultrapassavam a marca de algumas horas. Parecia o diagnóstico perfeito do que, provavelmente, seria uma história de amor perfeita. Parecia... Entretanto, quando se fala em amor - que é, por si só, algo absoluto - é preciso saber usar uma boa medida de relatividade. E, infelizmente, a partir do momento em que isso não existe, o castelo começa a ruir. Em poucos dias, tudo terminou. Separaram-se, a previsão foi quebrada. Cada um para o seu lado, levando na bagagem tantas lembranças e um ressentimento infantil. Enfim, estava acabado. Dessas coisas que ninguém entende, desses finais que ninguém aceita. Era o fim... Um dia, após o tempo da separação, eles se encontraram, por acaso. Ela, com os olhos que cintilavam esperança. Ele, por sua vez, não estava mais sozinho. Ela percebeu, após dar-lhe sinais de que ainda o amava, que desejava estar no lugar daquela outra mulher. Criou coragem, derramando a última lágrima, e disse-lhe tudo o que sentia. E partiu, sozinha... Só que, dessa vez, pronta para recomeçar sua vida. Estava livre das algemas do passado. E o amor que ainda restava, ela soube usar, docemente, para amar-se um pouco mais!
*Escrevi este texto após escutar a música Someone like You (Adele).
Mara Melinni

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ResponderExcluirQuando o passado não passa é terrível,
ResponderExcluirO amor é uma meiguice mesmo.
ResponderExcluirBoa semana, Mara!
Beijo
Ouwn Mara isso aconteceu comigo há exatamente 5 meses. Doi muito, mas superar é realmente muito necessário. Se livra do passado não é algo fácil, porém basta força de vontade né?
ResponderExcluirBeijos queriida. Adorei o post.
Oi Mara,
ResponderExcluirAgora ela está em outra estação. "É preciso suportar duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas". Com esse amor próprio, logo, logo, a primavera há de chegar-lhe novamente.
Uma semana maravilhosa para você!
Que texto lindo! muito inspirador.. prova que a vida é mesmo feita de fases, tudo passa, muda e se renova.. do jeito que tem de ser!
ResponderExcluirUma ótima semana, beijos!
Oieee Mara,
ResponderExcluirTudo lindo aqui!
Já tô seguindo... me visite, ficarei feliz!
Bela semana!
Dan
Belíssimas palavras, adorei o texto, e o jeito com que você escreve! Seu blog é muito do fofo! Estou te seguindo ficaria grata se me visitasse e siga se gostar:
ResponderExcluirhttp://fazdecontatxt.blogspot.com
Mara, parece que foi você quem construiu a letra da bela música Someone like you, tamanha a sensibilidade com a qual "desenhaste" esse texto.
ResponderExcluirParabéns!!!
Luciano
Um texto muito bem escrito Mara e de ponta a ponta com a sensibilidade tomando conta.
ResponderExcluirBeijos
Aah que texto LINDO!! eu sempre adoro os textos que vc escreve e esse não foi diferente! Gostei de cada palavra, realmente ele se encaixa no contexto de Adele, Muito Bom!
ResponderExcluirGrandes beijos
um fim de semana lindo
Lindo, Maríssima!
ResponderExcluirPra mim?
kkkkkk
Bom sorrir agora.
Lindo texto.
Bjo, amiga.
Oi, Mara, bom dia!!
ResponderExcluirJá foi interessante ver que sua inspiração partiu de “Someone like you” da Adele. Eu escrevo muita coisa partindo da inspiração de outra “Someone like you” mais antiga, com a Shawn Colvin, imperdível. Também é interessante que o texto é muito intimista para ser mera inspiração de uma bela música...
Se há uma coisa que nos escapa, é a compreensão das verdades da vida, da felicidade e do amor. Pois, por dolorosas que sejam sob certo ponto de vista, elas existem, e são inescapáveis. A verdade primeira do amor é que a garantia de ele estar aqui não é garantia de ele estar lá; então, somos obrigados a ser sinceros com quem nos ama, e contar com a sinceridade de quem nos diz amar. E somente quando os dois forem sinceros, o amor será eterno, e desbancará a maior mentira do mundo, a de que ele é eterno enquanto dura (mentira de quem não sabe amar nem o que seja amar). A verdade primeira da felicidade é que ela é mais, é muito mais que um alguém. Ela é a razão da vida, ela é o ar que respiramos, ela é uma manhã de garoa, ela é o canto do mar, ela é tudo na vida de quem valoriza o que é e o que tem, antes do que não seja ou não tenha. A verdade primeira da vida é que o tempo é curto demais para ser desperdiçado com o que não pode ser, pois já há demais o que ser no tempo que nos é concedido ser. Se aprendermos na alma tais verdades, e as que delas derivam, então, teremos construído um coração preparado para perder, preparado para buscar, preparado para ganhar, e um rosto preparado para sorrir...
Um beijo muito carinhoso
Doces sonhos
Teu fã
Leo
P.S. – Ah! Sim, esse comentário foi escrito enquanto tocava, por três vezes, Someone like you, Shawn Colvin...
Desculpe o tamanho do comentário. E ainda me dou ao desplante de pedir se seria possível fazer um poema com a foto que está acima desse texto, na margem direita: "E quando quiseres, podes vir colher sorrisos, direto do quintal da minha alma." (Caio Fernando Abreu). Com o devido crédito, é claro.
ResponderExcluirSe for, por favor, me autorize.
Lindo Mara,
ResponderExcluirBjão
Mih
Cada vez que penso nas lembranças guardadas os sentimentos retornam mais intensos. Será que um dia passam?
ResponderExcluirA paz querido, belas palavras, Que Deus venha te abençoar ainda mais.
ResponderExcluirSalviano
Oii, adorei o blog, ,adorei o texto, resumindo é claro q eu to seguindo, bjos
ResponderExcluirTe convido para conhecer o meub log e se gostar me siga, ficarei grata
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Nesse texto "alguém como você" acabei me colocando no lugar da escritora e senti um amor tão grande se quebrar que acabei me agarrando a triste lembrança dela, não sei se sua intenção foi essa, é um belo texto, pra não dizer excelente é que só vou me saciar quando o recomeço acontecer de fato.
ResponderExcluirIncrível, Mara. Forte e cortante... Um abraço!
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