sábado, 24 de janeiro de 2015

Resposta...






Tarde de sábado... Sol exposto... Mas o calor se misturava ao cheiro de uma chuva que demorava a chegar. Por enquanto, apenas chovia em seus olhos...! No choro incontido, o coração soluçava dentro do peito e - como se falasse - perguntava ao mundo o porquê dessa dor interminável, desse gosto amargo e desse desengano todo. A vida, de repente, perdia as cores e emudecia... Não entendia a razão de ter passado por tantas coisas difíceis e ter chegado àquele fim. Isso a inquietava de tal jeito que a sua alma se sentia num coma intenso... E, desfeita de seu precioso sonho, o silêncio tomava conta das horas, enquanto a tristeza tomava conta dela. A única certeza, ao lado da chuva que já não viria, era o quanto ela sofria e o tanto que fizera para ter dado certo!...



                            Mara Melinni 




domingo, 11 de janeiro de 2015

No Comando...








Muitas vezes, não entendemos por qual razão certas coisas nos acontecem, especialmente quando nos fragilizam, entristecem. Dá vontade de mudar o prumo, fugir para longe, sair de cena. É como se a única vontade, depois de engolir o choro, fosse a de sair correndo o mais depressa possível. 

Às vezes, paga-se um preço alto por não seguir os modismos, não estar sempre em evidência. Dizer não, ainda que não haja nada de errado nisso, pode nos custar caro, num primeiro momento. 

Mas, num segundo, depois de olhar ao redor e perceber o que realmente vale a pena, a vida segue adiante. E nós, depois de naufragados em tantas pequenices, recuperamos o ânimo para seguir até o nosso velho horizonte... Aquele mesmo, onde nos havíamos esquecido.

E entre idas e vindas, lá no porto, embora se pense que não, há quem espere por nós: quem nos ama verdadeiramente, quem mais nos importa. E, no percurso, quando nos perdemos na rota, há Alguém que jamais nos abandona... E que nos devolve melhores e mais plenos do que nunca! 



                        Mara Melinni 




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