Tarde de sábado... Sol exposto... Mas o calor se misturava ao cheiro de uma chuva que demorava a chegar. Por enquanto, apenas chovia em seus olhos...! No choro incontido, o coração soluçava dentro do peito e - como se falasse - perguntava ao mundo o porquê dessa dor interminável, desse gosto amargo e desse desengano todo. A vida, de repente, perdia as cores e emudecia... Não entendia a razão de ter passado por tantas coisas difíceis e ter chegado àquele fim. Isso a inquietava de tal jeito que a sua alma se sentia num coma intenso... E, desfeita de seu precioso sonho, o silêncio tomava conta das horas, enquanto a tristeza tomava conta dela. A única certeza, ao lado da chuva que já não viria, era o quanto ela sofria e o tanto que fizera para ter dado certo!...
Mara Melinni

