terça-feira, 5 de julho de 2016

Fotografia







Quero a delicadeza do nascer do sol que, raio a raio, ilumina nossos dias com seu brilho, para que eu seja luz na vida dos que me cercam. 
Quero a beleza simples e formosa da flor mais comum, que se sustenta no solo árido, para que nenhuma tristeza ou dificuldade ofusque a beleza da minha alma. 
Quero todas as cores dando vida aos meus sentimentos, para que não padeçam meus sonhos no frio passar do relógio. 
Quero a inspiração dos momentos mais puros e humanos - o sorrir de uma criança, o abraço caloroso dos meus pais, uma mão amiga quando eu precisar de ajuda e não pedir... - preenchendo meus espaços vazios. 
Quero a paz do voo livre de um pássaro... Para que meus braços permaneçam firmes diante do grandioso céu chamado vida. 
Quero o amor em sua forma mais serena e branda, com a leveza que protege, acalenta e cura. 
Quero o sustento da oração que me ampara, para que eu não sinta medo e nem me perca da esperança. 
Quero ser respeitada e admirada... 
NÃO POR AQUILO QUE TENHO, 
MAS POR AQUILO QUE SOU.


                      Mara Melinni 

Sempre aqui.






Eu queria te falar que não desisti. Não desisti de recomeçar, de ficar de pé, de dar um passo de cada vez. Sim, não tem sido fácil em alguns momentos. Quando olho ao redor e você não está... É como se a noite não guardasse estrelas. Parece que eu paro no tempo, sem dar conta das horas... E o relógio não passa de um tic tac sem graça, que me empurra dia adentro, dia afora. O silêncio não tem sua voz. Minha roupa não tem seu cheiro. Há muito de nós em tudo. E haverá sempre... Na eternidade de cada instante.



                      Mara Melinni 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Quanto você vale?







Nem sempre seremos vistos por nossas qualidades e aptidões. Não é fácil ser reconhecido pelo que somos, aqui dentro. Nunca foi fácil para mim. Nem é para muita gente, eu sei...! Levar a vida defendendo o que se acha certo, é para poucos. E sou dessa minoria. Sou desse bloco, dos que se mostram sem ter vergonha, dos que se expressam com a alma leve porque defendem a bandeira da boa-fé, sem interesse nenhum a não ser o de fazer o bem. Às vezes, falho; no entanto, é, dos meus, baixar a cabeça quando for preciso. Assim como é o fato de, depois de uma dolorosa queda, saber limpar os joelhos feridos, secar o pranto e seguir em frente, ainda que a poeira, áspera e insistente, permaneça no caminho. 
Eu queria poder ser vista pelo valor interior que tenho, pelos meus esforços, meus empenhos em prol dos outros, minhas lutas gratuitas que travo, sem esperar nenhuma contrapartida. E queria, ainda, saber não sofrer quando os outros (que só enxergam a si mesmos) desmerecessem o meu valor. Mas entendi - depois de um último embate - que eu sou vista, sim... E de forma suficiente... Límpida... Por aqueles que, verdadeiramente, me respeitam e me reconhecem como eu sou.



"Your value doesn´t decrease based on someone´s inability to see your worth".



                         Mara Melinni 


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