Porque eu não quero uma segunda chance. Não é isso que irá consolar o meu coração já consumido pelos mesmos enganos. Embora a dor seja minha companhia e apesar de todo o desgosto revelado em minha face triste, eu sei que já não posso voltar atrás. Refiz o caminho diversas vezes, quis muito acreditar nesta história, mas ela só possuía um jeito de ser escrita... E eu não cabia muito bem no papel que representava. Sempre foi assim...! (É que às vezes, fica difícil enxergar o que está ao nosso lado.) E enquanto eu dedicava o meu melhor por quem não merecia, eu não sabia disso. Custava-me caro acreditar... Foi preciso sentir, na pele, a indiferença de quem não via as estrelas do mesmo jeito que eu via. Porém, desfeita do meu devaneio, agora consigo reconhecer... E percebo que perdi tempo demais sendo a melhor pessoa para quem não sabia dar valor. E assim, após tanta decepção, o meu coração pesado recomeça a pulsar de um jeito leve. Aquela pérfida esperança que me aprisionava dá lugar à liberdade. Antes, eu me perguntava onde foi que errei... Hoje, eu sei que posso ser feliz sem precisar voltar atrás para repetir o mesmo erro!
Mara Melinni


