sábado, 31 de dezembro de 2011

F.A.N.




FELIZ ANO NOVO!!!

FELIZ DIA NOVO,
FELIZ SONHO NOVO,
FELIZ CAMINHO NOVO,
FELIZ AMOR NOVO,
FELIZ VOCÊ... DE NOVO!!!


      Trinta e um de dezembro de dois mil e onze... Dia de fazer tudo pela última vez no ano. E de elevar o espírito no sonho do recomeço e no ideal de que o ano novo nos fará chegar ao alcance do que ficou par atrás, do que não deu certo no ano velho, do que, por querer ou pelo acaso, precisou ser adiado. Ah, já sinto o cheiro de dois mil e doze no ar. Amanhã eu recomeço tudo, coloco meus planos em dia outra vez, afinal terei uma chance de reescrevê-los com mais capricho! Amanhã... o ponteiro estará zerado! E eu tenho nas mãos um tempo novo, uma outra página em branco para colorir por inteiro e nela colecionar minhas estrelas feitas de sonhos e versos. E você, amigo, também possui uma página igualzinha para rabiscar do jeito que quiser!


                                          É Ano Novo... Tens a chance
                                          em que a vida tem o preço
                                          de ter tudo ao teu alcance
                                          no sonho de um recomeço...!



Mara Melinni
   

domingo, 25 de dezembro de 2011

É Natal...





Hoje é dia de Natal...
Tempo de celebração,
de agradecer pela vida,
de abraçar o nosso irmão...
Esquece a melancolia,
revela a tua alegria,
divide o teu coração...!


Não precisas dizer nada,
é simples... planta a semente.
E ao tempo, entrega o teu sonho,
 do passado e do presente...
Na fé da tua oração,
tens o poder do perdão,
de ser, na vida, contente.


Jesus Cristo, Deus Menino,
trouxe para a humanidade
um exemplo tão bonito
de amor e simplicidade,
que a Tua palavra santa,
é força que nos levanta
sob a pior tempestade.


Por isso, irmão, não demora...
Se pensas que estás sozinho,
torna-se mais curta a estrada
e iluminado o caminho...
Enxuga a dor que te alcança,
e põe no peito a esperança,
porque Deus retira o espinho.


Neste Natal, canto aos anjos
e peço, ao Pai, de presente,
que dentro dessa embalagem,
tenha algo diferente...
Uma criança sorrindo,
e o mundo inteiro mais lindo,
paz e amor, a toda a gente.


Mara Melinni
25.12.2011

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

No horizonte que eu vejo...


    



  "Já não me preocupo se eu não sei por que...
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê..."
(Renato Russo)


     Feito um barco que navega tranquilo sobre águas calmas... Assim é a vida. Dela, somos passageiros. Nela, somos personagens. Mas como toda náu que cruza longas distâncias e se sujeita às forças imprevisíveis dos ventos, nossa vida enfrenta tempestades e nuvens pesadas... Que não podemos controlar, apesar do nosso melhor empenho em comandar a embarcação.

     Às vezes, enquanto conferimos os estragos feitos, vemos que o casco do barquinho pode ter sofrido rachaduras. E elas podem ser consertadas, de algum modo. A não ser que seja um dano tão grande que o impeça de navegar outra vez. Na vida, também é assim. A todo momento, buscamos um horizonte no novo dia que nasce e que nos devolve as expectativas de que sempre há possibilidades, sejam elas quais forem.

     E sabe as rachaduras? ... Muitas das que sofremos, nós mesmos podemos reparar. Embora não pareça fácil, é exercitando a arte da convivência humana, do perdão e da humildade que conseguimos ultrapassar as ondas mais difíceis. Ninguém consegue ser feliz sozinho. E ninguém navega tão bem sem dividir uma rota traçada, diminuindo a distância percorrida.

      Então, que no próximo destino possamos encontrar, além de manhãs mais límpidas e céus mais azuis, atos de humanidade, gestos de gratidão, risos de recompensa, olhares amigos, abraços novos e antigos, menos repreensão, menos guerra, menos inveja, menos consumismo, menos maldade. Mais confiança, mais coragem, mais alegria, mais paz, mais emoção, mais fé. Mais amor! 
"Sei que, às vezes, uso
Palavras repetidas,
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?"

(Renato Russo)


 Mara Melinni



      

domingo, 27 de novembro de 2011

Beleza interior

 
             
                        Reflexos


       Há, na face cansada, que eu revelo    
       E na triste expressão de cada linha,
       A lembrança de um rosto puro e belo,
       Sem as rugas, que o tempo me detinha.

        Quantos sonhos firmei, na mocidade,
        Sem temer que o futuro chegaria...
        Eu sorria da tal felicidade
        Na incerteza pagã de mais um dia.

        Mas depois, a saudade nos espera...
        E a ilusão de ter sempre outro amanhã
        Noutra chance, uma nova primavera,
        Perde a vez, no rigor da culpa vã...

        E no espelho, o semblante, sem um riso,
        Conta a vida nas marcas que há no rosto
        Sem esforço (porque não é preciso),
        No reflexo doído do desgosto.

        Mas, bem sei... Nessa imagem que hoje eu fito
        Vivo, sim, sob olhar bem diferente...
        É que o tempo não passa e é mais bonito
        No segredo de olhar... Dentro da gente...! 
        
            Mara Melinni
  
 *Poema premiado com Menção Honrosa na Jornada Cultural
           do Sindicato dos Bancários do RN/2011.
 


domingo, 20 de novembro de 2011

Felicidade, sim!



     É... de uns dias para cá, perdida em meus pensamentos, resolvi me encarar de frente, em um embate ferrenho comigo mesma (mais um!). Meu estado de espírito, de humor, de graça, enfim... Eu mudo facilmente de uma hora para outra. De repente, passei a me perguntar por que motivo isso acontece (por favor, não tentem intervir nesse processo, rs). Nesses momentos, vem sempre um verso na minha cabeça que diz "Tristeza não tem fim; felicidade, sim!"

     Resolvi investigar o que ocorre. E nesse encontro cara a cara, eu percebi que tudo faz parte de uma questão de saber olhar para o que está ao meu lado, pois tudo o que acontece é breve, mas dura o suficiente para ganhar a importância certa aqui, dentro de mim. Pode durar apenas uma fração de segundos... como um olhar.

     Não é que eu procure uma felicidade inacabável. Creio que nem faz sentido falar de felicidade desse modo. O certo é que ela está presente em doses diárias, de um jeito que a gente talvez nem perceba, mas está. E embora a tal tristeza tente se sobressair, qualquer que seja o motivo, sei que existe felicidade o bastante para eu gostar da vida do jeito que ela é. Porque não existe receita para ser feliz!

"Tudo é questão de despertar sua alma."
(Gabriel García Marquez)  

Mara Melinni

domingo, 13 de novembro de 2011

Quero o amor... "Sem montanhas-russas"!





    
     Andei errando as contas com amor. Era assim que eu pensava até pouco tempo... Talvez porque esse modo de enxergar as coisas me consolava para as situações que não davam certo na minha vida. E assim eu acreditava que da próxima vez daria, afinal haveria uma nova chance para "acertar". Mas agora, deixa eu me corrigir..

     É que no amor não existe essa história de fazer cálculo. E eu aprendi isso, a duras penas e após longos embates comigo mesma. "Eu sei que já falei muito sobre amor... Acho que é o grande tema da vida da gente. Mas o amor não é só poesia e refrão... Amor é reconstrução, é ritmo, pausas, desafinos e muitos desafios", como diz a Fernanda Mello no seu texto Amar é Punk.

     No texto da escritora, encontrei essa passagem que se encaixa em tudo o que eu aprendi sobre o amor:

     "Ah, gente, sei lá. Descobri que gosto mesmo é do tal amor. DA PAIXÃO, NÃO. Depois de anos escrevendo sobre querer alguém que me tire o chão, que me roube o ar, venho humildemente me retificar. EU QUERO ALGUÉM QUE DIVIDA O CHÃO COMIGO. QUERO ALGUÉM QUE ME TRAGA FÔLEGO. Entenderam? Quero dormir abraçada sem susto. Quero acordar e ver que (aconteça o que acontecer), tudo vai estar em seu lugar. Sem ansiedades. Sem montanhas-russas."



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Eu me rendo...!




     Está bem, pessoal... Eu não vou mais insistir nessa mania de desaparecer sem deixar recado e de passar uns tempos afastada de tudo e de todos... É que as minhas coisas são assim, não consigo prometer que, de repente, não vou dar uma escapadinha pro meu mundinho particular. Só posso dizer que foi preciso...

     Não pensem vocês que não senti falta dos amigos, da vida normal de qualquer ser humano, de sair para jogar vôlei e até ensaiar uns mergulhos nas aulas novas de hidroginástica (tá bommm, eu vou comprar meu maiô logo!), de rir bem muito tomando um vinho importado daqueles chiques que Wagner me ensina a selecionar... 

     Ahh, eu sinto falta, sim! Acontece que eu sempre fui assim meio diferente, então os meus desaparecimentos, quem sabe, nunca acabem. Faz parte do meu signo (libra) guardar algum mistério.. Posso garantir que dessa vez eu volto uma Mara mais madura, não sei se uma pessoa melhor, mas alguém que olha para a vida com um jeito novo: eu diria infinito (Daniel, eu sei que você vai me corrigir dizendo que não é "infinitamente", é "intensamente"! Risos).

     Enfim, dedico o meu retorno àqueles que estiveram ao meu lado, ainda que à distância, mas que entenderam que eu precisava de um tempo só meu; a Neila, uma AMIGA inigualável ("Tô com vontade de uma coisa que eu não sei o que é"); àqueles que me mandaram energias boas aqui no blog; àqueles que não me esqueceram e me mandaram torpedos carinhosos no celular (todos!);  aos amigos de versos; até a Marx, pela ideia de lançar no facebook uma campanha "Volta, Mara, pra perto da gente!" (Muitos risos)...

Obrigada... 
de todo o coração, 
de alma inteira, 
de peito aberto, 
de sorriso rasgado...

Tô de volta...!

Um beijo em cada um...! 


"Tenho que ter paciência para não me perder dentro de mim: 
vivo me perdendo de vista. 
Preciso de paciência porque sou vários caminhos, 
inclusive o fatal beco-sem-saída." 
(Clarice Lispector)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

... Entre os canteiros...




     E, no meio de tanta tristeza, sempre haverá um sinal de alegria. E, por menor que seja, estará lá, brilhando como uma estrela pequena, perdida na  imensidão de uma noite escura. E aquele minúsculo indício de luz aquecerá por inteiro o nosso coração... Até que logo, logo, uma outra manhã chegará cheia de cor. E, com ela, o sol alcançará todos os labirintos de nossa alma. E o que te preocupa, vai passar...


CANTEIROS

Fagner, baseado no poema "Marcha" de Cecília Meirelles.
Músicas incidentais: Na hora do almoço (Belchior), Águas de Março (Antonio C. Jobim). 

Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade
Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento
Pode ser até manhã
Cedo, claro, feito o dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza
 

E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza ...
Deixemos de coisa, cuidemos da vida
Senão chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um toco sozinho ...
São as águas de março fechando o verão
É promessa de vida em nosso coração.






 Mara Melinni

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Da Janela



     E hoje, após algum tempo, eu senti de novo o meu  peito respirando aliviado, livre da angústia que insistia em permanecer aqui. Às vezes, não por mal, há momentos em que as pessoas que mais nos cercam são as mesmas que nos deixam sentir o abraço da solidão... Sem perceberem, ferem com palavras que são ditas sem qualquer medida. Ou pior, sabem que não estamos bem e, ao invés de nos darem a mão, colocam outro espinho onde já doía tanto. Há muita coisa que ainda não entendo na convivência humana (nem pretendo entender) e o meu jeito simples de querer enxergar tudo acaba me impondo uma condição de sofrimento (des)necessário. Pois bem, mas passou. Ainda bem que abri a janela do meu coração e... recebi no rosto o alento que buscava.




                                          Janela do meu encanto,
                                          de alcance manso e profundo...
                                          À noite, levas meu pranto;
                                          de manhã, trazes meu mundo!


 Mara Melinni




quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Carpinejar



    "Quando estamos sozinhos, somos pela metade.
Quando somos dois, somos um.
Quando deixamos de ser um dos dois, 
não somos nem a metade que começamos a história."


     Feira do Livro do Seridó. Interior do Rio Grande do Norte. Um sotaque gaúcho ecoava numa noite amena, em pleno semi-árido da cidade de Caicó-RN. Cheguei, sentei perto, parecia um bate-papo animado de um grupo de amigos sobre assuntos que falavam de amor, de relacionamento, do encontro/conflito homem-mulher, mulher-homem.

    E lá, conduzindo tudo isso, uma figura comprovando sua fidelidade às coisas que escreve, muito bem. Um apaixonado pelo que faz; apaixonado pela mulher amada e uma pessoa que, sem a armadura (de longe, uma voz firme e um jeito intenso; de perto, uma simplicidade só), é um doce: Fabrício Carpinejar. Escritor (como seu pai), jornalista e professor universitário. Eu, como seguidora do seu blog, fui conferir tudo de perto!


 Eu e Fabrício Carpinejar. Caicó-RN, 24/09/2011.


 "Beijar os olhos é devolver o que não foi visto em todos os beijos."
  

 "Não desejo encontrar alguém que me complete, é pouco, 
mas que me transborde, até o final cansar e ser só início."
  
 "Abraço tem que ter pegada, jeito, curva. 
Aperto suave, que pode virar colo. 
Alento tenso, que pode virar despedida. 
Abraço é confissão.
Abraço não pode ser rápido senão é empurrão. 
Requer cruzamento dos braços e uma demora do rosto no linho. 
Abraço é para atravessar o nosso corpo."


"Como eu amo quem se importa em amar, apesar de tudo. Apesar de tudo."

 
 *Para conhecer mais: www.carpinejar.blogspot.com

domingo, 18 de setembro de 2011

Trovas que sonhei

     
     Para quem não sabe, a trova é uma modalidade poética (como explico na página Minhas Trovas). E, apesar de parecer um poema fácil, o desafio de criar uma mensagem completa em poucos versos é o que a eleva à categoria de verdadeira pérola no universo poético. Apresento-lhes algumas trovas de minha autoria, retratadas por meio de imagens que traduzem o meu pensamento, no momento em que a inspiração me visitou.


                                       Rio amigo, quando acordo,
                                       sempre foste tão fiel...
                                       Levando o meu sonho a bordo
                                       dos meus barcos de papel...!




                                                      A ausência é tanta, em verdade,
                                        que a minha desilusão
                                        tem a forma da saudade
                                        e os braços... da solidão!!!



                                                                 Sereno é quem, sem temores,
                                         faz de sua caminhada,
                                         um jardim cheio de flores
                                         entre os espinhos da estrada!



                                         Senti o afeto embalando
                                         aquela linda criança...
                                         No abraço da mãe, ninando,
                                         o seu sonho de esperança! 
 
 
 
                                           Uma família sem teto,
                                           repartia o mesmo pão...
                                           Mas sobrava sempre afeto,
                                           no final da divisão...! 
 

 
 
                                         Já não chores, madrugada,
                                         que o orvalho, na linda flor,
                                         cristaliza, na alvorada,
                                         tua lágrima de amor!
  
 
                                         Mara Melinni

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Um pouco de mim!



     Esta é uma postagem diferente. Hoje não falarei do amor, nem da tristeza. Venho abrir meu coração àqueles que aqui têm me conhecido um pouco através dos meus versos e prosas, para que conheçam, também, um outro lado do meu perfil.
    



     Então, fica aqui um pouquinho do esporte que, por muito tempo, foi presença obrigatória em minha vida. E que voltou, com força total, preenchendo as áreas vazias do meu dia-a-dia. Ao volleyball, uma das coisas mais importantes que abraço e aos meus amigos que compartilham comigo tantos bons momentos! 




 “Em qualquer atividade, diferenças muito pequenas podem mudar a 
percepção do mundo em relação à nossa capacidade.” 
(Bernardinho)


*Torneio de vôlei realizado em Natal-RN, em 11.09.2011.
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