Minha mão, riscando o lago,
enquanto a noite
flutua,
procura, num triste
afago,
o inútil toque... da
tua...!
Ante a dor, o pranto
mudo...
E, no meu choro
infeliz,
minha lágrima diz
tudo
que nenhuma frase
diz...!
Qual vagalume no escuro,
que brilha tanto sozinho,
minha luz faz meu futuro
na escuridão do caminho...!
Por te amar tanto, é que a vida,
embora dure um segundo,
possui o espaço e a medida
das horas todas do mundo...!
Ao julgar os meus
cansaços,
numa espera que não
finda,
a saudade enche os
meus braços
enquanto eu te
espero... Ainda!...
Na renúncia que
desbravo,
meu amor, paguei o
preço
de viver, cada
centavo,
sem saber como te
esqueço...!
Mara Melinni
*Trovas de minha autoria; algumas com premiação nacional, estadual e regional.






Muita sensibilidade e carinho nestas palavras.
ResponderExcluirBeijinhos
Obrigada, Pérola! Seja sempre bem-vinda! Bjs
ExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ExcluirSaudades imensas dos teus escritos! Como enriquece o que tu crias!
ResponderExcluirDesculpa-me não saber as palavras perfeitas para comentar essa quadra. Já de muito tempo te disse o quanto admiro teu poder de cria-las com a contundência que preenche perfeitamente o que essa forma de poesia requer. Essa é belíssima! Que fortunas temos pago, centavo a centavo, sem conseguir o preço do esquecimento! Pelo contrário, o maior esforço por esquecer só redobra q memória! Perfeito! Belíssimo!
Beijossssssssss