O TEMPO DO AMOR
Às vezes a resposta que eu preciso
Não vem de uma palavra, em expressão...
Mas do calmo calor do teu sorriso
Que manda embora a dor da solidão.
Se o meu gostar não encontra o jeito certo
Ou se é preciso um jeito de existir,
Que exista um jeito de estar sempre perto
E nesse jeito eu possa te sentir.
Nenhum querer possui uma medida,
Ninguém pode gostar pela metade.
Amar é o que dá vida à própria vida...
Ou ama, ou não se ama... Esta é a verdade.
O tempo não espera na estação
E o preço, embora pague um bom lugar,
Não traz escolha a quem, sem ter razão,
Não segue atrás do trem que viu passar...
As portas do destino guardam planos
Que as chaves certas abrem, logo à frente.
E às vezes, sem ter chave ou sofrer danos,
Há portas que se abrem, simplesmente.
Por isso, a cada sol, nascendo o orvalho,
Se vão, pelas manhãs, em cada flor,
As gotas tristes, no chorar do galho,
deixando suas lágrimas de amor.
A vida é a seiva mais pura do mundo,
é o mel que adoça o sonho de quem clama...
E o tempo, embora dure um só segundo,
se faz tempo bastante a quem se ama.
Eis sim, uma viagem passageira...
Que cumpre as curvas todas de uma estrada.
E um dia, já na curva derradeira,
Se não faltou amor... Não faltou nada!
Mara Melinni

Maravilhosooooo!!
ResponderExcluirbjokas =)
Olá Mara
ResponderExcluirQue jeito lindo, suave e metafórico de compor poesias
Adorei
Beijos
Lua Singular
Para além de um poema perfeito, são quadras perfeitas que se reuniram sob um tema, para formar um poema. Doce musicalidade, linda simplicidade. Tu és Cecília Meireles e não sabes. Beijos
ResponderExcluirQue Poema lindo Marinha!!! Abraço
ResponderExcluirÉ um momento tão bom pro coração da gente encontrar, não sei como nessa teia imensa um outro coração Poeta. Belíssimas quadras, métrica perfeita. Fiquei fã instantaneamente! Pedro.
ResponderExcluirBelíssimo tempo, como belo é o amor.
ResponderExcluirSuspirei de admiração.
Abç!