"Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas
e a cor que escorre dos meus dedos,
colore as areias desertas..."
Cecília Meireles
Não quero dias tão mansos, sob a ventura de ventos brandos. Não desejo a plenitude da calmaria porque anseio a agitação das ondas me convidando à doce rebeldia de um mergulho. Não me bastam versos rasos, rimas fáceis... O que me satisfaz é a euforia de estar ao seu lado. Ter as suas mãos entrelaçadas às minhas, ouvir os nossos risos de felicidade por estarmos juntos. Descobrindo e redescobrindo, nas pequenas coisas, os nossos gostos. Ao seu lado, o vento me beija, o mar me afaga, os versos me traduzem. Somente com você, eu encontro o elo que traspassa as explicações da própria existência, sem nada temer. E, assim, nós - que éramos dois - somos, ao fim, apenas um mar.
Mara
Melinni

Perfeita fusão, Melinni, perfeita...
ResponderExcluirOi, Mel, boa tarde!!
ResponderExcluirO trecho de Cecília é de uma beleza que emudece!
Mas, então, surge seu texto, esse desafio de ventura, essa “imprudência” de amar sem medir amor sobre calmarias. Há pessoas que atravessam meio mundo para mergulhar em aparelhos nos grandes abismos de oceano conhecidos no globo, pela ventura de estar ao menos a meio caminho de uma inimaginável imensidão. O amor será talvez isso. A poesia, também! Há um risco, há uma aventura, mas há o prêmio, há de existir a ventura de ter-se sido, de ter-se tido um grande amor!
Não há mistério maior nem prazer maior que dois serem um...
Um beijo carinhoso
Doces sonhos
Lello
Esse anseio pelo mais, pela fuga do não superficial, pela necessidade de urgências constantes nos faz mais intensos. Que o amor de fato seja a engrenagem para vivências mais profundas!
ResponderExcluirAbraço forte!