"A alma é uma borboleta...
Há um instante em que uma voz nos diz
que chegou o momento de uma grande metamorfose..."
Rubem Alves
Vagarosamente, a pequena lagarta procurava o lugar certo para repousar. Depois de um dia inteiro caminhando pelos galhos de uma roseira, alcançou o topo da parede. Estava no teto. Lá, sentia-se segura. A cor verde que a encobria já se camuflava no tom cinzento de uma nova veste. E a lagarta solitária preparava-se para um longo sono, até o chamado de um novo despertar. Dias se passaram e ela permanecia intacta. Parecia cair, mas a verdade é que o ensaio exigia-lhe equilíbrio e coragem... E isso, a natureza lhe havia concedido de sobra. Já não restava nenhum sinal do antigo verde. Via-se um casulo, enquanto os olhos que o observavam há dias, aguardavam o início de um espetáculo. Enfim, chegava a hora. A manhã anunciava os primeiros raios de sol e o casulo, levemente, ao sentir o toque sutil do calor que logo o envolvia, começava a ceder. Era o mágico momento em que aqueles olhos assistiam ao início de um novo capítulo da vida. Azul, amarelo, preto... Em novas cores, o alto parecia o lugar perfeito para aquele casulo que agora se refazia, alcançando o mundo sob as asas vivazes de uma linda borboleta!
Mara
Melinni

Es cierto; siempre sufrimos ese cambio que es vital para un recomenzar, renovar...realizar la metamorfosis, al igual que una bella y colorida mariposa.
ResponderExcluirUn abrazo.
Toda transformação demanda esforço e algum sofrimento, mas na vida é imperioso sempre recomeçar. Um abraço
ResponderExcluirOlá... que lindo este post.. tão delicado.
ResponderExcluirJa to seguindo.. Quando possivel aguardo sua visita! volta
Bjks
✿Daiana – Dias Melhores para Sempre!
http://daidesiderio.blogspot.com.br
Linda prosa, Melinni, linda mesmo.
ResponderExcluirLembrou-me Exupéry: "É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas"
Um abraço e ótimo final de semana para você!
Oi, Mara, bom dia!!
ResponderExcluirTão mágica é essa transformação, que nos assusta, encanta, propõe reflexões e anima.
De arrastar-se a voar. De um ser rejeitado pela maioria, a um ser amado por ela. Do limitado ao ilimitado...
Quem dera nossos olhos vissem na natureza esse poder, e nos vissem como parte dessa mesma natureza, e desse mesmo poder.
Quem dera nosso coração se transformasse de dor em alegria no transcorrer de brevíssimos casulos de meditação...
Um beijo carinhoso
Doces sonhos
Lello