Não escondo que o amor e suas entrelinhas constituem o eixo do meu estilo poético. Aqui deixo alguns poemas escritos há um tempo atrás - uns baseados em minha realidade; outros resgatando momentos que tinham sua relevância ao meu redor.
Um olhar
Foi num minuto, vago instante,
Ingênuo relance...
Que flutuei como num sonho
Por teus olhos doces.
Foi como a brisa, levemente,
Aquecendo a gente...
Que te encontrei perante mim,
Dúvida sem fim.
Foi infinito, um novo sentido,
Coração partido...
E até hoje me pergunto
O que foi aquilo
Que mexeu comigo
E me deixou assim...
***
Noite
Sonho de imensa noite
Embebeda meu ar
Cenário perfeito
Pra te encontrar...
Hoje imagino
Te pinto, te sinto
E você, tão distante
Aventura errante...
Apesar dos pesares
De esquecer-me
De guardar-me
Te quero incessante...
E, profundamente
Vivo, presente
Imerso na intensidade
Do desejo que te sente.
***
Saudade
Fecho os olhos
Te encontro
Na imensidão do meu ser...
Que saudade!
É verdade...
Como eu queria te ter!
Faz tanto tempo
Do último momento
Mas nunca pude esquecer...
Hoje eu queria
Viver de novo
Toda aquela magia
Eterna sensação de alegria...
Fazer da distância
Um caminho bem perto
Fazer desse sonho
Um instante certo
Onde eu simplesmente
Estivesse com você...
Onde novamente
Eu pudesse te ter.
***
Translação
No meio dessa agonia,
Cheiro de chuva, melancolia.
Aqui, dentro do meu peito,
Meu coração te reclama, insatisfeito.
Parti, não te deixei pegadas.
Mas me encontraste, despreparada.
No pensamento, só tua imagem.
O que fazer? Falta coragem?
Saudades tuas, recordação...
Do nosso amor: Não foi em vão.
***
Intensidade
No breve instante, que assim me invade,
Fecho os meus olhos pra me entregar...
No pensamento, descalça e leve,
Caminho em busca de te encontrar...
Noite de lua, eu toda sua...
Sinto os teus passos, na madrugada...
O abraço quente te faz presente...
No beijo teu, fico embriagada...
Faz tanto tempo, tanto tormento,
Mas a distância nos faz querer
Viver de novo o sonho sereno
De um amor que nunca vai se perder.
***
Versos famosos de amor...
"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer."
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer."
(Luís de Camões)
"Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."
Mas que seja infinito enquanto dure."
(Vinícius de Moraes)
"O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer." (Fernando Pessoa)






Lindos poemas, flor, adorei seu espaço !
ResponderExcluirÓtimo final semana, bjos !
Adorei o blog, adorei os textos, adorei tudo rsrsr
ResponderExcluirParabéns!
caso queira visitar o meu tbm http://moniabrao.blogspot.com/
Beijos*-*