quinta-feira, 13 de novembro de 2014

... Foi quando eu disse: SIM!







Voltei. Tava com saudade daqui... Depois de tanto tempo longe de mim, era hora de voltar. Era hora de voar e mergulhar no meu oceano de pensamentos. Quantas vezes ensaiei algumas linhas e, talvez por medo de me olhar, deletava o texto...! É... Eu me enxergo nas minhas palavras! Pode parecer meio maluco, mas sem escrever eu sou meio vazia, meio alegre, meio realizada. E não quero mais viver de metades, migalhas. Por isso, eu disse não para o silêncio, disse não para a felicidade efêmera e não para todas essas "meias coisas" que me roubavam de mim. SIM eu disse para os meus sonhos de sempre, para o meu jeito de crer nas pessoas, para a minha fé invencível em Deus, para meu espírito ensolarado, para os meus planos ousados, para o amor que eu espero, para os versos que ainda não fiz e para cada dia novo que começa a partir de agora!



                            Mara Melinni 



sexta-feira, 20 de junho de 2014

O Brasil da Copa







Eu gostaria de viver em um país sem discriminação, onde todos tivessem as mesmas oportunidades. Não precisaríamos pagar caro por um educação de qualidade, nem viver sujeitos à criação de cotas para ‘X” ou “Y”. Se o acesso à educação fosse o mesmo para todos, a nossa sociedade seria mais humana e mais feliz.

Tudo começa na educação. É dela que extraímos os valores que formam o nosso caráter; é por meio dela que somos moldados. O saber agrega juízo crítico e possibilidade de mudança. Na realização, tornamo-nos pessoas com potencialidades infinitas. Ao invés de dar, ensine a fazer.

A educação promove a revolução. Digo isso de um modo geral, pois a educação alcança a tudo e a todos. E a falta dela, também. As injustiças sociais, a desigualdade de renda, a ausência de um Estado que perde sua função social diante da carência de um sistema de saúde, segurança, moradia, de promoção das condições mínimas ao seu povo...

Não me mostrem dados, não quero saber de estatísticas. Eu quero deixar de ver gente passando fome, vivendo em lugares sem saneamento básico, sujeita à violência e ao mando e desmando do tráfico de drogas, sem emprego, sem horizonte, sem um sonho sequer para sonhar.

Quero ver gente que construa estradas, que ouse dar seus próprios passos. E não que dependa de bolsa disso, bolsa daquilo. Um auxílio a quem dele necessite é justo e deve ser concedido sem burocracia. Contudo, criar “bolsas” para tudo é, no mínimo, acomodar pessoas que poderiam ganhar, ao contrário, oportunidades de crescimento e de autodesenvolvimento.

Não estou aqui para discutir o rumo político do país, mas não há como fugir dos exemplos que vêm à mente em um juízo raso de valor. E onde fica a educação? Ela é a base para a formação de qualquer ser humano... Cidadão, criança, homem, mulher, trabalhador.

Se há disparidades inaceitáveis no Brasil, uma delas surge da comparação entre o salário dos políticos e daquele que ganha a maior parte da população brasileira. Se a função política fosse imbuída pelo sentimento de voluntariedade, talvez houvesse quem realmente fosse capaz de promover mudanças.

É muito triste abrir as portas do nosso país para o espetáculo da Copa do Mundo, fechando os olhos a tudo isso. Que “o show tem de continuar”, é fato. Mas hoje eu comparo a nossa realidade à política do Pão e Circo de outros tempos.  Daqui a alguns dias, a Copa do Mundo vai terminar. E voltaremos aos mesmos problemas, às mesmas faltas, ao mesmo estágio sem solução.

Afinal de contas, o Brasil da Copa do Mundo é diferente do Brasil sem Copa.



                 Mara Melinni




quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Pausa...






Hoje meu deu vontade de falar diferente. Cansei de deixar tudo quieto. De fingir que não dói, que não arde, que não é nada. É de mim, sabe? Suportar as dores do mundo, ainda que seja pesado demais para dar conta sozinha. Muito tempo se passou, tanta coisa aconteceu. Dificilmente, eu me rendi. Continuei a mesma. Tudo desabando e eu, ali, tentando equilibrar as arestas da vida das pessoas. Isso sempre me bastou... Sempre me fez bem. E eu não sou muito de dar ouvidos ao que não se afeiçoa ao meu coração, ao que não me comove, convence, convida. Se tiver de ser assim, assim será. Cada um com seu jeito, eu com o meu. Mas, no meio dos defeitos, se me for dada a chance de não suportar tanto peso, ao menos uma vez, hoje peço licença para dizer que vou precisar de ajuda... Para dizer que há tristeza pelas redondezas... E para chorar um bocado da mágoa que me roubou as forças. Egoísta, eu...?



Mara Melinni



sábado, 1 de fevereiro de 2014

Acasos



- | via Facebook



  Incrível como certas coisas acontecem e têm a inesgotável sutileza de acasos que parecem encontros marcados pelo destino... Por um motivo ou por outro. A vida é mesmo uma ciranda de encontros e desencontros, é uma estrada longa e bonita que Deus desenha e cruza com outras estradas. Viva para que as pessoas que você ama não apenas passem por você... Mas para que elas sempre permaneçam.



                     Mara Melinni




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