domingo, 13 de novembro de 2011

Quero o amor... "Sem montanhas-russas"!





    
     Andei errando as contas com amor. Era assim que eu pensava até pouco tempo... Talvez porque esse modo de enxergar as coisas me consolava para as situações que não davam certo na minha vida. E assim eu acreditava que da próxima vez daria, afinal haveria uma nova chance para "acertar". Mas agora, deixa eu me corrigir..

     É que no amor não existe essa história de fazer cálculo. E eu aprendi isso, a duras penas e após longos embates comigo mesma. "Eu sei que já falei muito sobre amor... Acho que é o grande tema da vida da gente. Mas o amor não é só poesia e refrão... Amor é reconstrução, é ritmo, pausas, desafinos e muitos desafios", como diz a Fernanda Mello no seu texto Amar é Punk.

     No texto da escritora, encontrei essa passagem que se encaixa em tudo o que eu aprendi sobre o amor:

     "Ah, gente, sei lá. Descobri que gosto mesmo é do tal amor. DA PAIXÃO, NÃO. Depois de anos escrevendo sobre querer alguém que me tire o chão, que me roube o ar, venho humildemente me retificar. EU QUERO ALGUÉM QUE DIVIDA O CHÃO COMIGO. QUERO ALGUÉM QUE ME TRAGA FÔLEGO. Entenderam? Quero dormir abraçada sem susto. Quero acordar e ver que (aconteça o que acontecer), tudo vai estar em seu lugar. Sem ansiedades. Sem montanhas-russas."



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Eu me rendo...!




     Está bem, pessoal... Eu não vou mais insistir nessa mania de desaparecer sem deixar recado e de passar uns tempos afastada de tudo e de todos... É que as minhas coisas são assim, não consigo prometer que, de repente, não vou dar uma escapadinha pro meu mundinho particular. Só posso dizer que foi preciso...

     Não pensem vocês que não senti falta dos amigos, da vida normal de qualquer ser humano, de sair para jogar vôlei e até ensaiar uns mergulhos nas aulas novas de hidroginástica (tá bommm, eu vou comprar meu maiô logo!), de rir bem muito tomando um vinho importado daqueles chiques que Wagner me ensina a selecionar... 

     Ahh, eu sinto falta, sim! Acontece que eu sempre fui assim meio diferente, então os meus desaparecimentos, quem sabe, nunca acabem. Faz parte do meu signo (libra) guardar algum mistério.. Posso garantir que dessa vez eu volto uma Mara mais madura, não sei se uma pessoa melhor, mas alguém que olha para a vida com um jeito novo: eu diria infinito (Daniel, eu sei que você vai me corrigir dizendo que não é "infinitamente", é "intensamente"! Risos).

     Enfim, dedico o meu retorno àqueles que estiveram ao meu lado, ainda que à distância, mas que entenderam que eu precisava de um tempo só meu; a Neila, uma AMIGA inigualável ("Tô com vontade de uma coisa que eu não sei o que é"); àqueles que me mandaram energias boas aqui no blog; àqueles que não me esqueceram e me mandaram torpedos carinhosos no celular (todos!);  aos amigos de versos; até a Marx, pela ideia de lançar no facebook uma campanha "Volta, Mara, pra perto da gente!" (Muitos risos)...

Obrigada... 
de todo o coração, 
de alma inteira, 
de peito aberto, 
de sorriso rasgado...

Tô de volta...!

Um beijo em cada um...! 


"Tenho que ter paciência para não me perder dentro de mim: 
vivo me perdendo de vista. 
Preciso de paciência porque sou vários caminhos, 
inclusive o fatal beco-sem-saída." 
(Clarice Lispector)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

... Entre os canteiros...




     E, no meio de tanta tristeza, sempre haverá um sinal de alegria. E, por menor que seja, estará lá, brilhando como uma estrela pequena, perdida na  imensidão de uma noite escura. E aquele minúsculo indício de luz aquecerá por inteiro o nosso coração... Até que logo, logo, uma outra manhã chegará cheia de cor. E, com ela, o sol alcançará todos os labirintos de nossa alma. E o que te preocupa, vai passar...


CANTEIROS

Fagner, baseado no poema "Marcha" de Cecília Meirelles.
Músicas incidentais: Na hora do almoço (Belchior), Águas de Março (Antonio C. Jobim). 

Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade
Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento
Pode ser até manhã
Cedo, claro, feito o dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza
 

E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza ...
Deixemos de coisa, cuidemos da vida
Senão chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um toco sozinho ...
São as águas de março fechando o verão
É promessa de vida em nosso coração.






 Mara Melinni

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Da Janela



     E hoje, após algum tempo, eu senti de novo o meu  peito respirando aliviado, livre da angústia que insistia em permanecer aqui. Às vezes, não por mal, há momentos em que as pessoas que mais nos cercam são as mesmas que nos deixam sentir o abraço da solidão... Sem perceberem, ferem com palavras que são ditas sem qualquer medida. Ou pior, sabem que não estamos bem e, ao invés de nos darem a mão, colocam outro espinho onde já doía tanto. Há muita coisa que ainda não entendo na convivência humana (nem pretendo entender) e o meu jeito simples de querer enxergar tudo acaba me impondo uma condição de sofrimento (des)necessário. Pois bem, mas passou. Ainda bem que abri a janela do meu coração e... recebi no rosto o alento que buscava.




                                          Janela do meu encanto,
                                          de alcance manso e profundo...
                                          À noite, levas meu pranto;
                                          de manhã, trazes meu mundo!


 Mara Melinni




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